segunda-feira, 27 de outubro de 2008

Conhece-te a ti mesmo



"Torna-te consciente de tua ignorância - como sendo o ápice da sabedoria” Sócrates

Sou uma observadora assídua do comportamento dos indivíduos (não me interpretem como uma bisbilhoteira) eu sempre fico vendo a maneira que as pessoas ao meu redor se comportam. Esse meu lado “psicóloga de araque” me fez perceber que muita gente não vive, apenas existe.

Convivo com muitas pessoas que se anulam e que para justificar o seu estado vegetativo acabam culpando algo ou alguém.

Não nego que também já fui assim, mesmo ao redor de milhões de pessoas eu me sentia triste e sozinha, só que esse vazio era carência e sentimento de culpa. Sentia também que o mundo inteiro conspirava contra mim e por isso eu precisava me privar da felicidade, que na minha cabeça de porra louca era algo que eu não merecia.

Quando eu falei em carência é porque na época faltavam duas coisas fundamentais na minha vida, a primeira era Deus no meu coração e a segunda os anjos que ele nos envia na forma de humanos conhecidos como amigos.

Já o sentimento de culpa vinha porque eu sabia que muita gente próxima a mim era infeliz. Mesmo ciente dos motivos irrisórios da infelicidade alheia, eu passei a ser solidária ao sentimento do outros. Era uma autoflagelação mental que só me atrapalhou por muito tempo e hoje eu sei que meu comportamento depressivo nada trazia de bom para vida dos outros, pelo contrário, era um incentivo ao sofrimento.

Mas um dia eu caí na real e percebi que tudo aquilo de ruim que eu sentia só tinha uma culpada: eu mesma. Assim percebi que todo mundo pode e merece ser feliz, cada um da sua maneira, mas pode sim. A partir desse momento eu passei a ter coragem de eliminar o que era ruim e abrir meu coração para as coisas boas da vida (isso inclui Deus e meus queridos amigos).

Se eu disser que hoje sou feliz 24 horas por dia será hipocrisia da minha parte. Como todo ser humano normal eu tenho problemas, sofro por excesso de algumas coisas, por carência de outras, mas enfim aprendi que não devo fazer disso um objetivo de vida, percebi que nada é perfeito e que problemas todo mundo tem e para ser feliz temos que aprender a superá-los ou pelo menos esquecê-los por alguns momentos.

Mesmo indignada com as dores do mundo tenho certeza que qualquer um é capaz de ser feliz, mas para isso cada um tem que abrir mão de seus orgulhos e procurar em si motivos para isso.

Para finalizar quero que saibam que infelizmente o mundo não é perfeito, nem muito menos as pessoas. O que almejamos nem sempre chega na hora que queremos e derrotados de alguma maneira todos já fomos, muitas vezes por nós mesmos.

Um comentário:

Unknown disse...

Acho que todo mundo já passou por uma fase assim...

Já passou...

Ainda bem!!


=D